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ARUANDA

“Conhecer Angola é conhecer um pouco do próprio Brasil e conviver com a comunidade de imigrantes angolanos no Rio de Janeiro é uma boa maneira de entender esse país fascinante que ajudou a formar a cultura brasileira.  

Em 1995, viajei pela primeira vez à Angola como jornalista. Estive em quase todo o território do país cobrindo a guerra civil entre o MPLA e a UNITA. Conheci o desespero da população civil com a crueldade dos combates. A tragédia dos mutilados por minas anti-pessoais e os campos de refugiados povoados por multidões de corpos esquálidos, esculpidos pela fome. Mas também pude conhecer a alegria de viver dos angolanos. Descobrir traços essenciais da cultura brasileira do outro lado do Atlântico, como que preservados desde a época em que muitos de seus habitantes eram eram exportados como escravos para os portos do Brasil. Desde então voltei outras vezes ao país e fui ampliando meus contatos e amizades com angolanos lá e aqui. Percebi que Brasil e Angola estão muito mais próximas do que se imagina.     

Aos africanos, em especial aos angolanos, que imigraram e vivem atualmente no Rio, Salvador e São Luís dediquei meu trabalho, reconhecendo sua presença e importância na sociedade brasileira, apesar dos preconceitos e dificuldades que enfrentam cotidianamente. Ampliar essa convivência é estar aberto a compreender melhor a origem e futuro do próprio povo brasileiro. Conviver entre pessoas de dois continentes, separados por um oceano e de seus semelhantes por um século de esquecimento, no mínimo pode ser uma grande lição de vida.”

(Ricardo Beliel)

O FOTÓGRAFO

Ricardo Beliel foi fotógrafo das revistas e jornais ManchetePlacarFatos e FotosVejaIsto Éagência F-4Manchete EsportivaJornal do Brasil O Estado de São Paulo. Foi editor de Fotografia da revista Manchete e sub-editor no jornal Lance, do qual participou da equipe fundadora. Durante seis anos fez parte da agência GLMR & Saga Associés em Paris, produzindo reportagens fotográficas na América Latina e África. Tem também trabalhos para Grands Reportages,  National GeographicGeoLa VanguardiaÍcaroTerraPróxima Viagem e Marie Claire.

Recebeu da Organização Internacional de Jornalistas o prêmio Interpressphoto e da Confederação de Jornalistas da União Soviética o prêmio Alexander Rodchenko, ambos em 1991. Foi finalista cinco vezes do Prêmio Abril de Jornalismo, sendo vencedor em três anos consecutivos. Em 1997, em parceria com a jornalista Beatriz Cardoso, foi finalista no Prêmio Esso de Jornalismo com uma reportagem sobre a expedição da Funai para estabelecer o primeiro contato pacífico com os índios korubo na floresta amazônica. Participou de 98 exposições em locais comoKunsthaus, em Zurich, Museo Carillo Gill, na cidade do México, Museo de Bellas Artes, em Caracas, Centro Cultural Banco do BrasilMuseu de Arte do Rio/MAR, Centro Cultural Telemar Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro, e Museu de Arte de São Paulo.

A EXPOSIÇÃO

Abertura da exposição Aruanda de Ricardo Beliel. Conversa com o autor às 20h.

Abertura: 18 de agosto de 2018, 18h30
Local: Casa Pública
Rua Dona Mariana, 81 • Botafogo • Rio de Janeiro

Em cartaz: 19 de agosto a 16 de setembro
De segunda à sexta, de 11h às 21h

2019-05-19T02:26:19+00:00