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Este evento já passou.

Desde seu início, o FotoRio sempre fomentou debates sobre fotografia, arte e educação. 

Existem muitas formas de se viver, o que resulta em diferentes formas de se ver e questionar o mundo ao redor. O que antes se chamava inclusão visual, hoje preferimos ocupação visual. A discussão e a prática estão no dia-a-dia de quem se expressa por imagens e não é de hoje. O que falta são mais encontros, poder trocar experiências.

A Semana de Ocupação Visual promove um dia de encontro, para dinâmicas horizontais sobre a imagem, no dia 30 de setembro. E de 1 a 3 de outubro, serão três dias de encontros de formação para se aprofundar debates sobre temas: acervo, educação, curadoria, crowdfunding e um debate sobre memória.

Vem, chega junto!

 

Encontro de Ocupação Visual

dia 30 de setembro, das 16h às 21h, na UERJ

 

A cada ano, os coletivos e grupos de fotografia são convidados a apresentar seus trabalhos, sequencialmente. Este ano o Encontro de Ocupação Visual pretende promover encontros e trocas horizontais, a partir de dinâmicas sem palanques. É pra todo mundo poder falar! Vamos contar histórias e somar potências. Mas também é um espaço para dividir as dificuldades, porque o afeto é onde tudo começa.    

 

Inscreva-se aqui! O evento é aberto a todos. As inscrições incluem enviar até 5 fotos por projeto, para se montar uma projeção de abertura do evento (com 1 a 5 fotos por grupo/indivíduo).

 

Encontro de Ocupação Visual

Inscrições abertas pelo link: https://forms.gle/pRct6jSpLwUFXKr19

Inscreva o seu coletivo, o seu projeto ou sua iniciativa no encontro. 

 

Programação do encontro:

 

Dia 30 de set: Encontro de Ocupação Visual: o debate é junto! Brota!

16h: Recepçã

Projeção dos grupos que se inscreveram. Entre 1-5 fotos por inscrição (individual ou grupo)

 

16:15 Conhecendo o grupo: apresentações em primeira pessoa do plural: Nós.

+ Debates orientados: dificuldades e potências – o que a união pode fazer?

 

19:15: Mapeamento: localizando no mapa as ações

 

20h: Encerramento social com lanche (1 hora)

+ Projetor Aberto: apresentação livre de outras projeções fotográficas, até 5 minutos. 

Trocando ideia: luz com afeto

Troca-troca de fotos: Traga uma foto impressa e troque com alguém.

Troca-troca de livro/apostila/xerox/fanzine: gostou muito de um livro? Quer compartilhar? Troque.

 

Encontros de formação

 

Inscrições pelo link: https://forms.gle/pRct6jSpLwUFXKr19

 

Dia 1 de out: 

18h às 21h: Como se organiza um acervo fotográfico? Como evitar o caos e encontrar suas fotos? com Marcos Issa

 

Dia 2 de out:

15h às 18h: Maré de Imagens – Mão na Lata e ECOM – Processos colaborativos em arte e educação, com Tatiana Altberg e Fagner França

 

18h às 21h: Ativando práticas curatoriais: uma imersão coletiva, com Joana Mazza

 

Dia 3 de out:

15 às 18h: Bate-papo sobre campanhas de crowdfunding, com João Roberto Ripper, Sara Gehren, Breno Crispino, Pedro Kuperman e Jaqueline Todescato. 

 

18h às 21h: Fotografia, Periferia e Memória, com Dante Gastaldoni.

 

Maiores informações:

 

Informações: ocupacaovisual@gmail.com

 

Coordenação da Semana de Ocupação Visual: Erika Tambke

Assistentes de produção: Rodrigo Patrício e Rudolf Kurz

 

Conselho Consultivo para o Encontro de Ocupação Visual:

 

Barbara Copque

Luiz Baltar

Tatiana Altberg

Thais Alvarenga

 

Encontro de Ocupação Visual

30 de setembro, segunda-feira, das 16h às 20:30

16h: Recepçã

Projeção dos grupos que se inscreveram. Entre 1-5 fotos por inscrição (individual ou grupo)

 

16:15 Dinâmica de debates orientados: Conhecendo o grupo

Dividir o número de presentes em grupos em torno de 5 pessoas, de diferentes coletivos. O objetivo é que as pessoas se apresentem para debater o tema inclusão visual. O que é? De que se trata? Que relação os participantes têm com o tema? Que trabalhos vêm sendo desenvolvidos? 

Após a primeira dinâmica, cada grupo vai colocar para todos presentes o que foi colocado nas conversas. Apresentar quem está presente como terceira pessoa. Não existe a primeira pessoa, existe o trabalho do outro sobre o qual se conversou na primeira atividade. 

19h: Debates orientados: dificuldades e potências – o que a união pode fazer?

A partir de 10 questões sugeridas, os grupos vão desenvolver o debate em cima de duas questões escolhidas por eles mesmos, grupos de 5 a 6 pessoas. Metade do tempo é para os pequenos grupos, e metade é o debate final em roda.

 

19:15h Mapeamento: serão pendurados três mapas – da cidade do Rio de Janeiro, do estado do RJ e do Brasil, para os grupos identificarem onde atuam os presentes. 

Em seguida, poderia ser indicado no mapa outros trabalhos e experiências conhecidas dos presentes. Onde se concentram mais projetos e coletivos? Onde estão as lacunas geográficas? 

Estamos documentando amplamente?

 

20h: Encerramento social com lanche (1 hora)

+ Projetor Aberto: Momento livre para apresentação de outras projeções fotográficas, até 5 minutos. As projeções devem ser enviadas com um prazo máximo de 2 semanas antes do evento.

 

Trocando ideia: luz com afeto

Troca-troca de fotos: Traga uma foto impressa e troque com alguém.

Troca-troca de livro/apostila/xerox/fanzine: gostou muito de um livro? Quer compartilhar? Troque.

 

Encontros de Formação

 

Dia 1 de outubro, terça-feira: das 18h às 21h

Como se organiza um acervo fotográfico? Como evitar o caos e encontrar suas fotos?

Num bate-papo descontraído Marcos Issa irá lançar algumas luzes sobre o assunto (e deixar mais algumas pulgas atrás das orelhas), mostrando que é possível ser fotógrafo/artista e ser minimamente organizado. Afinal ninguém quer perder trabalhos, não é? Acervos bagunçados dão muito mais trabalho. Queremos guardar, buscar,  encontrar e compartilhar!

Marcos Issa
Fotojornalista e bibliotecário, trabalhou em jornais cariocas (Jornal O Dia e O Globo) no período entre 1989 e 1995, quando fundou a Agência Argosfoto, onde atua como editor do banco de imagens e fotógrafo junto aos mercados institucional e editorial.
A adesão à fotografia digital a partir de 1992, proporcionou-lhe conhecimento e condições para
se transformar em referência entre os profissionais da área. Desde 2006 ministra cursos de fotografia. O Fluxo de trabalho digital, as boas práticas, da captura ao arquivamentotem sido um de seus temas centrais.
Em 2013 criou a PrataPixel, empresa especializada em digitalização de acervos.
Graduou-se em Biblioteconomia e Ciências da Informacão na FESPSP.

 

2 de outubro, quarta-feira, das 15h às 18h:


Maré de Imagens – Mão na Lata e ECOM – Processos colaborativos em arte e educação

Por meio de uma conversa e exibição de filmes, serão abordadas questões relacionadas à autorrepresentação e construção de narrativas, a partir da experiência das oficinas de fotografia pinhole e literatura do projeto Mão na Lata e das oficinas de video da ECOM. 

Com Tatiana Altberg e Fagner França.

 

Tatiana Altberg é artista visual com ampla experiência em projetos ligados à fotografia, design e educação. Em 2005 publicou o livro Sí Por Cuba, pela Ed. Cosacnaify. Em 2008 foi contemplada com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística. Em 2017 foi selecionada pelo programa Rumos do Instituto Itaú Cultural com o projeto “Retrato Falado”. Em 2018 a participou da Residência Artística no Setor Público do Instituto República, tendo feito um trabalho na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Tem fotografias pertencentes à Coleção Joaquim Paiva, atualmente em regime de comodato no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 2003, criou o projeto Mão Na Lata em parceria com a oscip Redes da Maré para jovens das comunidades da Maré, que desde então têm participado de exposições, seminários e publicações. O projeto gerou dois livros Mão na Lata e Berro D’água (2006) ed. Nova Fronteira e Cada dia meu pensamento é diferente (2013) Ed. NAU, e o curta metragem de animação Caio (2015).

 

Fagner França, artista visual formado pela Escola de Fotógrafos Populares criada pelo fotógrafo João Roberto Ripper em 2012. Em 2003 iniciou os estudos em fotografia participando do projeto Mão na lata criado pela fotógrafa Tatiana Altberg. Em 2006 lançou o primeiro livro coletivo do grupo, mão na lata e berro d’água pela editora nova fronteira, como monitor e professor contribuiu para as outras criações e trabalhos no coletivo até então. Realizou a fotografia e câmera dos filmes Retrato Falado de Tatiana Altberg e Raquel Tamaio, construindo Caio e cada dia meu pensamento é diferente filmes de processo do coletivo mão na lata..

Coordena um coletivo de estudantes de audiovisual dentro da ECOM escola de cinema olhares da Maré (REDES)

 

2 de outubro, quarta-feira, das 18h às 21h

 

Ativando práticas curatoriais: uma imersão coletiva

O laboratório busca a introdução da prática curatorial, com uma abordagem teórica e prática focada nas ferramentas que viabilizam o potencial da área. No campo teórico trabalharemos com os elementos fundadores deste campo de atuação e realizaremos um exercício pratico como forma de aproximação dos principais elementos que compõe a pratica curatorial contemporânea.

Inscrições: https://forms.gle/rbzv5J4W3jSAiLJV8

(Até 10 vagas)

 

Joana Mazza

Graduada em Belas Artes / UFRJ (Brasil)

Pós-graduação em fotografia como instrumento de pesquisa em ciências sociais / UCAM (Brasil)

Mestranda em Arte, Pensamento e Cultura Latino-americanos / USACH.

 

Curadora independente e sócia da Iris Produção Cultural (Brasil), foi assistente de curadoria e direção do Museu de Arte Contemporânea (MAC de Niterói, Brasil) e professora da Universidade Cândido Mendes (Rio de Janeiro, Brasil), foi coordenadora do Programa Imagens do Povo 2010 -2013, coordenou as exposições do Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro – FotoRio de 2003 a 2009. Foi co-curadora de exposições internacionais como “Eu me desdobro em muitos a auto-representação na fotografia contemporânea “, do Centro Cultural Banco do Brasil, em 2011, curadora do coletivo Panamericano “Limiares Urbanos”, Centro Cultural dos Correios 2007. Foi editora e pesquisadora de imagens para a campanha Rio 2016 do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Mazza é formada em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA / UFRJ) e pós-graduada em “Fotografia como instrumento de pesquisa em Ciências Sociais” pela Universidade Candido Mendes. Também participou de cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no Centro de Conservação de Fotografia da Funarte. Atualmente é mestranda em Arte, Pensamento e Cultura Latino-americanos no IDEA / USACH. Brasileira, reside no Chile desde 2015.

 

3 de outubro, quinta-feira, das 15 às 18h

Bate-papo sobre campanhas de crowdfunding, com João Roberto Ripper, Sara Gehren, Breno Crispino, Pedro Kuperman e Jaqueline Todescato. 

João Roberto Ripper participou recentemente de duas campanhas de crowdfunding. A mais recente foi Bem Querer o Brasil, para recuperação e disponibilização de seu acervo digital e doação para a Biblioteca Nacional, projeto desenvolvido com Sarah Gehren e Breno Crispino. Anteriormente, João Roberto Ripper também havia participado de outra campanha, a Oficina de Fotografia Ashaninka, um projeto de capacitação em fotografia na comunidade indígena Ashaninka do Rio Amônia, criado a partir de demanda de suas lideranças. O projeto foi idealizado por Pedro Kuperman e produção de Jaqueline Todescato. Contou com importante participação de Miguel Chikaoka na elaboração do projeto.

João, Sara, Breno, Pedro e Jaqueline vão se reunir para o encontro e contar um pouco sobre como foi o processo online e que outras atividades foram necessárias para ajudar a promover os projetos.

 

https://benfeitoria.com/bemquererobrasil

https://benfeitoria.com/oficinadefotografiaashaninka?ref=benfeitoria-pesquisa-projetos

 

João Roberto Ripper

Fotojornalista, participou da F4, uma das primeiras agências de fotografia independente do Brasil. Criador aa ONG Imagens da Terra e idealizador do projeto Imagens do Povo, Agência-Escola no complexo da Maré. Desde 2011 desenvolve a oficina Bem Querer com foco nos direitos humanos e na fotografia compartilhada. É referência no cenário da fotografia no país, se destacando pelo caráter humanista de seu trabalho. Ripper irá participar da elaboração e do trabalho em campo na oficina de 2018.

Sara Gehren 

Fotógrafa, professora e cientista social, Sara é formada pela UFRJ e UFF e pós-graduanda em Educação de Relações Etnico Raciais, pelo Colégio Pedro II. Com objeto pouco definido, busca pela fotografia, imprimir e compartilhar seus olhar, suas reflexões e proposições poéticas, feministas, antirracista e anticapitalista, por outros mundos possíveis. Desde 2016, trabalha como o fotógrafo João Roberto Ripper no projeto de doação de seu acervo pra a Biblioteca Nacional.

Breno Crispino

Fotógrafo e jornalista niteroiense, Breno é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Busca entender, estudar e aplicar, em seu trabalho documental, as práticas de cuidado vinculadas à linguagem e fazer fotográficos. Desde 2016 trabalha com o fotógrafo humanista João Roberto Ripper no projeto de doação de seu acervo para a Biblioteca Nacional.

 

Pedro Kuperman é designer gráfico e fotografo, idealizador do projeto Oficina de Fotografia Ashaninka, em parceria com o Instituto-E, Jaqueline Todescato é fotógrafa e produtora do projeto. Oficina de Fotografia Ashaninka é um trabalho de capacitação em fotografia para a comunidade indígena Ashaninka do Rio Amônia, criado a partir da demanda dos mesmos. Em 2018 realizaram uma grande campanha de financiamento coletivo que viabilizou a última etapa do projeto, uma oficina de fotografia digital na Aldeia Apiwtxa Ashaninka, no Acre, em parceria com o fotojornalista João Roberto Ripper.

 

3 de outubro, quinta-feira, das 18h às 21h

 

Fotografia, Periferia e Memória

A conversa apresenta uma visão sucinta da prevalência da imagem na contemporaneidade, com ênfase na consolidação de uma consistente produção fotográfica nas periferias brasileiras a partir dos anos 2000. A narrativa apresentada estará centrada na experiência de 14 anos como coordenador acadêmico da Escola de Fotógrafos Populares e participante da Agência Imagens do Povo, duas iniciativas concebidas em 2004 pelo fotógrafo documentarista João Roberto Ripper e operacionalizadas desde então pelo Observatório de Favelas da Maré, RJ. 

A proposta deste encontro é desenvolver uma reflexão sobre a potência da fotografia popular, tanto como produtora de uma memória pouca veiculada pela mídia hegemônica, quanto como expressões de mundos possíveis, invadindo os territórios da ficção e da arte.

 

Dante Gastaldoni é jornalista e cientista social formado pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado em Fotografia no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF. Como jornalista foi repórter, redator e editor do Jornal do Brasil (1974/1983) e diretor da Editora Gama Filho (1984/2011); como professor, atuou na UFF (1980/2016) e, desde 1983, leciona na Escola de Comunicações da UFRJ. Em 2016, a convite de João Roberto Ripper, assumiu a coordenação acadêmica da Escola de Fotógrafos Populares, na favela da Maré, RJ, cuja produção ganhou visibilidade em dois livros e inúmeras exposições de fotografia exibidas no Brasil e no Exterior. Em 2015 criou o centro de pesquisa Fotografia, Periferia e Memória, composto basicamente por fotógrafos populares e, desde então, seus integrantes já se apresentaram em mais de 30 cidades de 13 estados brasileiros.